A aviação civil se prepara para o que pode ser o maior salto de demanda da história. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA):
O setor deve transportar 8 bilhões de passageiros por ano dentro de 25 anos
O resultado será de 10 bilhões até 2050.
O setor passou a se perguntar, a partir destes dados, como ele poderia dobrar o transporte aéreo desta maneira sem dobrar aeroportos, frotas e postos de fronteira.
Dois relatórios recentes da SITA, fornecedora global de tecnologia para aéreas e aeroportos, ajudam a responder essa pergunta.
– O Relatório de Impacto SITA 2025 mostra que, em Aruba, passageiros já concluem o desembarque em 8 segundos.
– O Baggage IT Insights 2026 aponta queda de 23% na taxa de extravio de bagagens no mundo, com a América do Sul operando com custo por mala abaixo da média global.
As evidências fornecidas pela empresa apontam para a tecnologia como motor do desenvolvimento do setor nas próximas décadas.
No Brasil, esse debate ganhou um capítulo concreto: o Ministério de Portos e Aeroportos, com apoio do Serpro, e a ANAC conduzem a construção da Política Nacional de Identificação Biométrica para aeroportos.
Para falar sobre essas mudanças, conversamos com Pedro Alves, Vice-Presidente Sênior da SITA. Confira a entrevista:
Qual será o papel da tecnologia nessa jornada de crescimento?
A indústria não vai conseguir chegar a 10 bilhões de passageiros só construindo mais infraestrutura. Ela precisa antecipar a demanda e se adaptar em tempo real. Uma analogia que gosto é a da Netflix, Spotify ou Amazon.
Essas empresas não só coletam dados. Elas usam dados para antecipar o que você precisa e fazer a experiência parecer simples. A área de viagens está chegando a um momento parecido.
Aéreas, aeroportos e órgãos de fronteira já têm uma quantidade enorme de informação. A oportunidade agora é usar esses dados para enxergar o que vem pela frente…