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“Se os outros estão descobrindo agora, a gente descobriu há dez anos”: Azul celebra 10 anos em Portugal com 2,5 milhões de passageiros

A Azul completou nesta quinta-feira (17) dez anos de operação em Portugal, mercado que marcou o início da trajetória internacional da companhia na Europa. A celebração, que acontece em Lisboa, reúne autoridades, parceiros comerciais, agentes de viagens e executivos da Azul, em um momento que também serviu para reforçar os planos da companhia para ampliar a conectividade entre os dois países e estimular a chegada de turistas estrangeiros ao Brasil.

Desde o início da operação, em 2016, a Azul já transportou mais de 2,5 milhões de clientes em mais de 10,4 mil voos entre Brasil e Portugal. A principal operação é a ligação entre Lisboa e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, que soma mais de 2,3 milhões de passageiros e 9,5 mil voos ao longo da última década. Atualmente, são 102 voos mensais na rota, com mais de 29 mil assentos ofertados, considerando ida e volta.

A operação portuguesa ganhou uma nova frente em junho de 2025, com a retomada dos voos para o Porto. Desde então, a companhia já transportou mais de 218,5 mil clientes em 917 voos entre o Porto e Campinas e Recife. São atualmente 36 voos mensais e 9,2 mil assentos, considerando chegadas e partidas.

Para Fábio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da Azul, a relevância de Portugal vai além da própria operação aérea. O executivo avalia que a conectividade oferecida pela companhia a partir de seus hubs brasileiros é um instrumento para ampliar a presença do turista europeu em diferentes regiões do país.

“A demanda internacional da Azul surgiu do restante da malha da Azul. A Azul é uma empresa única no Brasil, com um modelo de negócios único, que é conectar todo o Brasil de verdade”, afirmou durante a coletiva de imprensa realizada no evento.

Segundo Campos, a companhia atende atualmente quase 140 destinos no Brasil, e foi justamente essa capilaridade que ajudou a criar a demanda pelas operações internacionais. “Foi dessa demanda que surgiu naturalmente a demanda pelos voos internacionais e daí sim a rota para Lisboa, que foi nosso lançamento na Europa, e agora servindo tanto Lisboa quanto Porto, também Madri”, explicou.

O executivo também destacou o crescimento do fluxo de turistas portugueses para o Brasil. Segundo dados mencionados por ele durante a coletiva, o número de turistas portugueses que visitaram o país em 2026 está 25% acima do registrado no ano passado.

A estratégia da Azul é aproveitar a conectividade de Viracopos e Recife para distribuir esses passageiros pelo território brasileiro. No caso de Campinas, os turistas que chegam de Portugal podem seguir viagem para mais de 60 destinos domésticos e internacionais atendidos pela companhia.

“Quando se trata de turismo, o Brasil não é um país, é vários países dentro de um país. Tem diversos biomas, desde as praias do Nordeste, a floresta amazônica, o Pantanal, a Serra Gaúcha, o Rio, São Paulo, os centros históricos de Minas”, disse Campos.

Essa diversificação também está relacionada ao desenvolvimento de novos produtos turísticos. O executivo citou o programa “Azul pelo Brasil”, apresentado anteriormente pela companhia, como uma iniciativa que busca estimular o turista internacional a ir além dos destinos mais tradicionais.

“Para desenvolver o turismo, você precisa produtizar diversas coisas. Precisa criar produtos. Você não tem um turismo se simplesmente tiver um local, precisa ter um produto a oferecer ali”, afirmou. Para ele, a proposta permite que o visitante conheça diferentes regiões brasileiras e amplia as possibilidades de consumo turístico no país.

Mais concorrência em Portugal
A comemoração dos dez anos da Azul acontece em um momento de maior movimentação das companhias aéreas brasileiras no mercado português. Na mesma semana, a Gol anunciou o início das operação de voos entre Lisboa e Rio de Janeiro, aumentando a concorrência na ligação entre os dois países.

Questionado sobre o movimento, Campos afirmou que a Azul está consolidada no mercado português há uma década.

“Se os outros estão descobrindo agora, que pena, a gente descobriu há dez anos atrás”, brincou.

Apesar da maior concorrência, o executivo avalia que há espaço para diferentes companhias crescerem, principalmente diante do potencial dos mercados brasileiro e europeu. “Se o bolo está crescendo, tem fatia para todo mundo. É importante a gente crescer esse mercado”, afirmou.

A Azul também mantém uma estrutura permanente em Portugal, com escritório local voltado ao relacionamento com clientes, parceiros comerciais e agentes de viagens, além das atividades de vendas, atendimento e representação institucional.

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