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Brasil

Empresas de milhas rendem mais que companhias aéreas

Marzo 27, 2013

Nascidas dentro das companhias aéreas, empresas como Multiplus e Smiles são hoje um negócio melhor do que o transporte aéreo: são mais rentáveis e valem mais do que as aéreas que as originaram.

O Multiplus, programa de fidelidade da TAM, vale hoje na Bolsa de Valores R$ 4,4 bilhões, enquanto a Gol, única empresa aérea com ações no país, é avaliada em R$ 3,2 bilhões. No último dia de negócios antes da fusão com a chilena LAN, em julho do ano passado, a TAM valia R$ 6,8 bilhões, e a Multiplus, R$ 7,7 bilhões. O Smiles, programa da Gol, planeja abrir o capital na Bolsa nas próximas semanas e pretende captar até R$ 1 bilhão com a venda de 25% das ações.

A empresa é avaliada em R$ 4 bilhões. Não é difícil entender por que as empresas de fidelidade valem mais que as companhias aéreas. “As empresas de milhas são um negócio novo, dinâmico, com muitos clientes e de alta geração de caixa”, diz o consultor Boanerges Ramos. “Já as empresas aéreas acumulam prejuízos bilionários devido a custos elevados de combustível e leasing, cotados em dólar, e ainda sofrem com a falta de infraestrutura dos aeroportos.”

Há pouco mais de duas semanas, o Multiplus surpreendeu o mercado com uma oferta de ações de R$ 800 milhões com o objetivo de comprar passagens aéreas da TAM. Como a TAM tem 73% do Multiplus, os analistas viram na oferta uma forma de aliviar o caixa da TAM e ainda esvaziar o apetite dos investidores pelo Smiles.

FONTE SEGURA

Os programas de fidelização são uma das fontes de receita mais seguras das aéreas. Normalmente, os investidores tendem a preferir ações de uma empresa com histórico de negociação (o Multiplus abriu o capital em 2010) a papéis de uma novata na Bolsa de Valores.

Com a concorrência ainda iniciando, as empresas de fidelidade têm margens altíssimas de ganho ao vender por um preço elevado os pontos ou milhas das empresas aéreas associadas.

Se eles não fossem vendidos, seriam desperdiçados na forma de assentos vagos nos aviões. Trata-se, de um bem perecível, que não pode ser estocado. São um dos poucos negócios que “recebem adiantado” o dinheiro antes de o cliente -por exemplo, um banco ou programa de fidelização- usar o produto.

Fuente: Folha de S. Paulo

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