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Wi-Fi: passageiros reprovam serviço nos aeroportos

junio 4, 2013

A julgar por uma pesquisa divulgada pela Secretaria de Aviação Civil, os passageiros estão insatisfeitos com a qualidade das conexões à Internet oferecida nos principais aeroportos do país. Em um estudo nos 15 maiores, o serviço de Wi-Fi disponível só não é pior avaliado que os preços para comer, comprar e estacionar nos aeródromos.

A pesquisa, encomendada pela SAC e realizada pela Praxian Consultoria, ouviu 21,2 mil pessoas, em entrevistas presenciais nas salas de embarque. O trabalho será realizado ao longo de todo o ano nos 15 maiores aeroportos, mas na semana passada foram divulgados os resultados relativos às entrevistas feitas em janeiro, fevereiro e março de 2013.

Ao responderem sobre diversos indicadores – desde o transporte utilizado para chegar ao aeroporto, passando pelas instalações e os serviços, bem como tempo de filas e a qualidade de atendimento no check-in e a integridade da bagagem – os passageiros foram instados a dar notas de 1 a 5 para cada um dos 41 itens da pesquisa.

Nesse universo, o item Internet/Wi-Fi ficou com nota de 3,05 considerando-se o resultado médio de todos os aeroportos pesquisados. Com isso, apenas nas respostas sobre os valores cobrados em alimentação (2,25), lojas (2,45) e estacionamento (2,87) as notas foram inferiores.

“Nem todos os casos são iguais. Há aeroportos no país onde as conexões à Internet são oferecidas pela Infraero e não pelas operadoras”, explicou o presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente, ao ser confrontado com o resultado da pesquisa. Seus colegas da TIM e da Claro esquivaram-se de forma semelhante quando indagados por este noticiário.

“Ainda temos negociações em andamento”, disse o presidente da Claro, Carlos Zenteno, lembrando que não foi completamente superada a dificuldade de instalação de novos equipamentos nos aeroportos, notadamente para oferta de 4G, mas também 3G. “Há diferenças naturais”, emendou o vice presidente da TIM, Mario Girasole.

De sua parte, a Infraero tratou do tema de forma protocolar: “A Infraero e as operadoras possuem contratos para exploração de serviços de telecomunicações nos aeroportos da Rede. Considerando a necessidade de implementação da tecnologia 4G, formatou-se um plano de expansão técnica para disponibilização da tecnologia nos contratos existentes que estão em processo de aditivo, com o consequente aditamento de valores.”

A estatal sustenta que “houve discussões técnicas sobre o processo de implementação da tecnologia 4G. Não existe impasse entre a Infraero e as operadoras”. Entre as teles, no entanto, há a reclamação de que “a Infraero quer cobrar pelo espaço um metro quadrado mais caro que de shopping center”, conforme um representante do setor que pediu anonimato.

É fato que, ao avaliar 15 aeroportos na pesquisa de satisfação dos passageiros, a medição acabou pegando tanto aqueles onde a Infraero disponibiliza acesso gratuito – fornecido pela NET, TIM e Linktel, que venceram licitação ainda em 2011 – como aqueles aeródromos onde há Wi-Fi oferecido diretamente pelas operadoras de telecomunicações a seus clientes.

Mesmo assim, tanto a nota geral como as avaliações de cada um dos aeroportos teve desempenho inferior à média (3,8) dos 41 indicadores pesquisados – o que sugere descontentamento nos sistemas, público e privado. Na prática, os passageiros avaliaram que o acesso à Internet fica atrás de itens como o tempo de restituição de bagagens e longe do tempo de fila de check-in, por exemplo.

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Fuente: http://convergenciadigital.uol.com.br

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