Embora o aumento do preço do petróleo e a desvalorização do real representem um alerta importante para as companhias aéreas nacionais, o cenário de melhora de demanda na aviação se mantém positivo. No primeiro trimestre, Gol e Azul atingem receita líquida de R$ 220,8 milhões e R$ 210,5 milhões, respectivamente.

Em teleconferência, ambas as empresas apontam ter conseguido controlar seus custos operacionais e ressaltam que os resultados dão continuidade ao processo de melhora do setor aéreo já iniciado em 2017.

No primeiro trimestre de 2018, o lucro líquido da Azul teve aumento de R$ 152,2 milhões na comparação com o mesmo período de 2017. O resultado operacional da aérea no período foi de R$ 275,9 milhões, com margem de 12,5%. Este foi um resultado operacional recorde no primeiro trimestre para a Azul.

Durante teleconferência com analistas, o CEO da Azul, John Rodgerson, comemorou os resultados, mesmo com o aumento da capacidade da companhia no período.

A taxa de ocupação média da companhia foi de 82,2% no período. Resultado da alta de 12,2% da oferta medida em assentos por quilômetros ofertados (ASK) e crescimento de 13,4% da demanda mensurada em número de passageiros pagantes transportados por quilômetros (RPK).

Tanto o Bradesco BBI quanto o Itaú BBA mantiveram suas recomendações de desempenho acima da média de mercado para a Azul.

O Itaú BBA, inclusive, comenta em relatório, que lidar com o aumento do preço do petróleo e a oscilação cambial será um desafio no segundo trimestre, especialmente por ser considerado um período sazonalmente mais fraco. Mesmo assim, as analistas do banco acreditam que a Azul será capaz de manter uma “performance decente”, comentaram.

Para a Gol, o Bradesco BBI também manteve a sua recomendação de desempenho acima da média de mercado e, assim como na Azul, revisou o seu preço alvo por ação.

O analista Victor Mizusaki, do Bradesco BBI, ainda comenta que a Gol tem obtido sucesso na estratégia de manter disciplina de capacidade aliada a cobrança de tarifas mais altas, a medida que a demanda por viagens de negócios se recupera. Para ele, de modo geral, o balanço da aérea se mostrou melhor do que as expectativas para a empresa.

De acordo com o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, este aumento de participação no número de clientes corporativos será o principal fator que ajudará a mitigar o aumento dos custos. Para o executivo da Gol, a expectativa é que o ano permaneça com a tendência de melhora observada nos últimos 21 meses…