A Coalizão dos Biocombustíveis, que reúne diferentes frentes parlamentares ligadas ao setor, quer que os recursos que saírem do Fundo de Transição Energética tenham como prioridade o desenvolvimento e produção do combustível sustentável de aviação (SAF) e o diesel verde. A proposta está numa minuta com diretrizes para o mapa do caminho da transição energética, que está em elaboração pelo governo federal.
O documento com as sugestões setoriais está previsto para ser entregue no dia 09 de março ao presidente da 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), o embaixador André Corrêa do Lago. A partir dessa data, o coordenador-geral da Coalizão, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vai percorrer diferentes ministérios do Executivo para entregar as contribuições. No entanto, até a próxima semana, entidades do setor estarão analisando a minuta do documento.
A ideia é que essas contribuições do setor ajudem na construção do mapa do caminho brasileiro, pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano passado. Na época, Lula determinou que ministérios se organizassem para criar as diretrizes desse mapa do caminho. Também houve a solicitação para que as pastas viabilizassem a criação do Fundo para Transição Energética, a fim de financiar a implementação dessa política.
Além disso, a entrega para o presidente da COP mira no cenário internacional. Durante seminário “Mapa do Caminho – Biocombustíveis: a Rota mais Curta”, promovido pela Comissão Especial da Transição Energética, nesta quarta-feira, 25, Corrêa do Lago disse que a presidência da COP 30 está preparando o “mapa do caminho para a transição para longe dos combustíveis fósseis de forma justa, equitativa e equilibrada”, a ser levado para a COP 31.
Esse mapa citado pelo embaixador é diferente do que o governo brasileiro vem elaborando. Enquanto um é de cunho internacional e por adesão e acordos, o outro é nacional, com tom mais objetivo para a realidade brasileira. Para o coordenador-geral da Coalizão, a necessidade do mundo de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis até 2040 coloca o Brasil como protagonista no mundo. Por isso, a atuação e apresentação das contribuições será tanto com a presidência da COP 30 como para o governo federal.
“Consideramos que esse mapa nacional pode ser uma referência. E um mapa do caminho brasileiro tem repercussões internacionais”, explicou o deputado ao Agro Estadão…