Aerolineas

Mudança na jornada de trabalho pode elevar custos no setor aéreo em até 15%

A proposta de alteração da jornada de trabalho no Brasil, com a adoção de escalas como a 5×2 em substituição à atual 6×1, pode gerar impactos significativos no setor aéreo, especialmente em operações contínuas de 24 horas, como as realizadas em aeroportos. De acordo com estimativas do segmento, a mudança elevaria os custos operacionais em pelo menos 20%, devido à necessidade de ampliação do quadro de funcionários para manter a cobertura ininterrupta.

Como os gastos com pessoal representam, em média, 75% dos custos totais de uma empresa de ground handling – responsável pelos serviços auxiliares ao transporte aéreo -, o impacto final pode chegar a 15% no custo total das operações.

O tema está em discussão no Congresso Nacional, em meio a projetos de lei que propõem a redução da jornada semanal. Um estudo da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) indica que a diminuição para 36 horas semanais pode gerar aumento direto de 19,4% nos custos com mão de obra. Já propostas que preveem jornada de 40 horas apontam para uma elevação de 7,5%. As projeções consideram a necessidade de reposição da força de trabalho por meio de novas contratações, pagamento de horas extras ou uma combinação de ambos, conforme as características operacionais de cada empresa.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirmou que a maioria dos trabalhadores regidos pela CLT já atua em jornadas próximas de 38 horas semanais. Segundo ele, a mudança beneficiaria uma parcela reduzida da população, mas teria impacto amplo nos custos gerais. “Menos de 20% dos trabalhadores seriam diretamente beneficiados, enquanto toda a população sentiria os efeitos no custo de vida”, declarou…

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