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Defendem a descarbonização para viabilizar a produção de combustível SAF para a aviação

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) participou do evento “Desafios da Aviação Civil – Próximos 5 Anos”, promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em Brasília. A diretora-geral da IATA no Brasil, Simone Tcherniakovsky, integrou a mesa-redonda sobre descarbonização, trazendo a perspectiva global da associação para o debate sobre o novo planejamento estratégico da agência para o período 2027–2030. No centro do debate esteve o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), principal vetor para que a aviação alcance emissões líquidas zero de carbono até 2050, meta assumida globalmente pela indústria e pelos Estados no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). A IATA estima que 65% da redução total de emissões necessária everá vir do SAF. O ponto de partida, porém, ainda é crítico: hoje o SAF representa apenas 0,8% do consumo global de combustível na aviação. “O desafio deixou de ser definir metas ou compromissos – o verdadeiro desafio é transformar essas ambições em produção efetiva“, afirmou Simone Tcherniakovsky durante o painel.

A executiva destacou que o Brasil reúne condições únicas para se posicionar como líder global na produção de SAF, com biomassa abundante, base de refino consolidada e um arcabouço regulatório favorável. No entanto, a realidade atual ainda é de baixa produção e pouca previsibilidade sobre disponibilidade e custo futuro do combustível.

A IATA alertou para o risco de desalinhamento entre o ritmo das políticas públicas e o estágio de desenvolvimento do mercado…

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