Aerolineas

Tráfego aéreo global deve ultrapassar 10 bilhões de passageiros por ano até 2045

O transporte aéreo mundial caminha para um novo ciclo de expansão. Projeção da Airbus indica que o número de passageiros transportados por ano deverá superar a marca de 10 bilhões até 2045, mais que dobrando o volume atual. A expectativa é sustentada pelo crescimento da classe média global, pela urbanização e pela ampliação da conectividade entre cidades de diferentes portes.

Segundo a fabricante europeia, a demanda por viagens continuará sendo impulsionada pelo avanço econômico de mercados emergentes e pelo aumento da renda disponível em diversas regiões do mundo. A Airbus estima que a população mundial de classe média crescerá em 1,4 bilhão de pessoas até 2045, uma expansão de 34% em relação aos níveis atuais. Esse grupo concentra a maior propensão a utilizar o transporte aéreo.

A previsão também aponta uma transformação na configuração das rotas internacionais. Em vez de concentrar o crescimento apenas nos grandes centros urbanos, a expansão deverá ocorrer de forma mais distribuída, conectando cidades médias e menores por meio de aeronaves mais eficientes e com maior autonomia de voo. Esse movimento favorece a criação de novos hubs regionais e amplia as possibilidades de voos diretos entre mercados que antes dependiam de escalas.

Exemplos dessa tendência já podem ser observados em ligações como Lisboa–Recife, operada pelo A321neo, Dublin–Nashville, com o A321XLR, além de rotas como Argel–Kuala Lumpur e Taipei–Phoenix, viabilizadas por aeronaves de nova geração. A estratégia reflete uma mudança estrutural na aviação comercial, que busca ampliar a conectividade sem depender exclusivamente dos grandes aeroportos internacionais.

Para atender ao aumento da demanda, a Airbus afirma manter uma carteira de aproximadamente 9 mil aeronaves encomendadas e prevê ampliar o ritmo de produção de sua família de aviões comerciais. Atualmente, mais de 70% dos pedidos da linha A320 correspondem aos modelos A321neo e A321XLR, desenvolvidos justamente para operar rotas de média distância com maior eficiência operacional.

As projeções da Airbus convergem com estudos da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que também apontam crescimento contínuo da demanda por viagens nas próximas décadas, ainda que em um ambiente marcado por desafios como conflitos geopolíticos, transição energética e necessidade de investimentos em infraestrutura aeroportuária…

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