A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) voltou a criticar a cobrança da Tarifa Unificada de Uso de Aeroporto (TUUA) para passageiros em conexão no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima. A taxa, válida desde 7 de dezembro, reacendeu o debate sobre o futuro da capital peruana como hub regional e levantou preocupações sobre perda de competitividade.
Em coletiva realizada em Genebra, o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, afirmou que a decisão prejudica diretamente o papel de Lima na aviação latino-americana. Para ele, ao tornar a conexão mais cara, o país abre espaço para que passageiros migrem para outros hubs já consolidados, como Bogotá e Panamá, que trabalham ativamente para atrair tráfego internacional.
Walsh não poupou críticas. Chamou a medida de “uma loucura”, destacando que a cobrança adiciona um custo que não existe em outros aeroportos da região. Segundo ele, governos costumam desconsiderar o impacto econômico do passageiro em trânsito por acreditar que, como ele não circula pela cidade, não movimenta a economia local. O executivo argumenta justamente o contrário: o viajante em conexão sustenta rotas diretas que beneficiam a população e ajudam a viabilizar destinos que, sozinhos, não teriam demanda suficiente.
Para Walsh, a taxa pode levar o próprio governo a lamentar a decisão: “Essas medidas acabam desestimulando passageiros que podem simplesmente escolher outros caminhos”…