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Aéreas planejam seu ‘novo normal’
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Aéreas planejam seu ‘novo normal’

Um toalete a bordo exclusivamente para tripulantes, limitações para bagagens de mão a fim de evitar tumulto dos passageiros nos processos de embarque e desembarque, capacidade reduzidas em salas vip e restaurantes, restrições à entrada de acompanhantes nos terminais aeroportuários para diminuir o número de pessoas nas áreas de check-in.

Essas são algumas das orientações apresentadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), ligada às Nações Unidas, para o funcionamento do setor aéreo em um mundo pós-coronavírus. A agência do sistema ONU divulgou, nesta semana, extensa cartilha de recomendações para autoridades governamentais, companhias aéreas e operadoras de aeroportos.

As medidas de segurança sanitária não têm implementação compulsória, mas são recomendadas pela OACI como um plano para a “decolagem” da aviação em tempos de pandemia. Elas são divididas em quatro “módulos”: aeroportos, aeronaves, tripulação e a manipulação de cargas.

A Iata, entidade global das empresas aéreas, já declarou “forte apoio” à implementação das recomendações como forma de acelerar a retomada das viagens de avião. Por aqui, há também “absoluto alinhamento a esses conceitos”, segundo Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A cartilha da OACI tem orientações relativamente esperadas, como uso de máscaras, distanciamento de pelo menos um metro em todos os procedimentos no aeroporto (check-in, inspeção, controle de passageiros), medição de temperatura e preenchimento de formulários para identificação rápida de passageiros que possam ter entrado em contato direto com outros viajantes contaminados pelo coronavírus.

Ao contrário do que se chegou a ventilar, não houve nenhuma orientação para que assentos do meio sejam bloqueados, a fim de aumentar o distanciamento dos passageiros em voo. Há apenas uma recomendação de que comissários de bordo modifiquem o lugar dos passageiros, evitando poltronas lado a lado, mas só quando a aeronave não estiver cheia e esse rearranjo for possível.

O primeiro módulo da OACI diz respeito às questões sanitárias nos aeroportos. À exceção de menores de idade e pessoas com mobilidade reduzida, a agência pede que as operadoras estudem vedar a entrada nos terminais de acompanhantes dos passageiros, conforme especificidades da legislação em cada país. Seria importante, diz a cartilha, para reduzir a quantidade de gente circulando nos corredores.

Equipamentos de vidro ou acrílico para a separação de pessoas em áreas de muito contato, como os balcões de check-in, são sugeridas. Há recomendações técnicas para o uso de sistemas de ar-condicionado, mas pede-se o aumento da entrada de ar fresco nos terminais e a contenção de fluxos de ar horizontais (que poderiam espalhar mais o vírus).

Outras medidas são pouco imaginadas por leigos, como a organização de equipes e plantões de funcionários nos aeroportos sem mudanças rotineiras, de modo que se evite o excesso de contato entre turmas diferentes.

Mais uma situação difícil de imaginar, para quem não tem conhecimento técnico, entra no segundo módulo da OACI – referente aos procedimentos a bordo. Todo mundo sabe que haverá mais oferta de álcool em gel e desinfecção constante das cabines. A entidade adverte, contudo, que em nenhum momento da história da aviação produtos químicos para limpeza das cabines foram usados de maneira tão intensa. Por isso, é preciso redobrar cuidados na inspeção para certificar se equipamentos não têm danos no longo prazo, como processos corrosivos…

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