A indústria da aviação da América Latina e do Caribe está mais conectada do que nunca, batendo recordes de tráfego e demonstrando uma “resiliência extraordinária”, mas seu potencial futuro está sendo estrangulado pelos impostos mais altos do mundo e por uma sobrerregulação “asfixiante”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA, durante sua participação na Assembleia Geral Anual e Fórum de Líderes de Companhias Aéreas da ALTA 2025.
Em um discurso de boas-vindas aos líderes do setor em Lima, Cerdá celebrou os êxitos da região, ao mesmo tempo em que fez um duro alerta sobre os grandes desafios que se aproximam, como reporta o Aviacionline, parceiro do AEROIN.
“Apesar dos constantes desafios socioeconômicos e geopolíticos, podemos afirmar que nossa região demonstrou uma resiliência extraordinária”, declarou Cerdá. “Em 2024, alcançamos os níveis mais altos de tráfego de toda a nossa história, e em 2025 continuamos mostrando um forte impulso. Hoje, a América Latina e o Caribe estão mais conectados do que nunca.”
Detalhando esse crescimento, Cerdá destacou que o setor “adicionou 194 novas rotas desde outubro do ano passado”, sendo que 99 delas “não eram operadas há quase duas décadas”. Ele também apontou uma mudança no centro de gravidade da aviação regional, observando que a região “já não depende apenas de grandes mercados externos. Hoje, países como Brasil, Colômbia, Panamá, Chile e México são motores da aviação global”.
Cerdá argumentou com firmeza que a aviação é essencial para o desenvolvimento da região, dada sua imensa extensão territorial. “A aviação não é um luxo na América Latina e no Caribe; é uma necessidade vital”, afirmou. “Nossa região abrange mais de 20 milhões de quilômetros quadrados, o dobro do tamanho da União Europeia. Essa vasta geografia exige um transporte aéreo seguro, eficiente e acessível.”…