Aerolineas

Nova estrada aérea Brasil‑Canadá encurta distância entre as duas economias

A conectividade aérea entre Brasil e Canadá vive um novo capítulo. Impulsionadas pelo aumento da demanda de passageiros e pelo fortalecimento das relações econômicas, as companhias aéreas dos dois países ampliam rotas, frequências e acordos de cooperação, criando uma verdadeira “estrada aérea” que aproxima ainda mais as duas economias.

Nos últimos anos, o fluxo de brasileiros rumo a destinos como Toronto, Montreal e Vancouver cresceu de forma consistente, impulsionado por turismo, intercâmbio e negócios. Esse movimento levou as empresas aéreas a reforçar suas operações. A Air Canada, por exemplo, vem expandindo sua malha na América Latina e fortalecendo acordos de codeshare com Gol e Azul para facilitar conexões dentro do Brasil.

Mais voos, mais opções

A malha aérea entre os dois países já vinha se consolidando, mas ganhou novo impulso com a expansão anunciada pela Air Canada para a temporada 2025–2026, que inclui novas rotas para a América Latina e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença na região. Embora o anúncio destaque destinos como Rio de Janeiro, cujo primeiro voo da temporada decolou no último dia 5 de dezembro, e Santiago, o movimento faz parte de uma política mais ampla de integração continental — e o Brasil é peça-chave nesse tabuleiro.

Hoje, a ligação direta entre Brasil e Canadá é operada principalmente entre São Paulo e Toronto, rota que historicamente concentra a maior demanda. A ampliação de acordos de compartilhamento de voos permite que passageiros de diversas capitais brasileiras acessem o Canadá com apenas uma conexão, aumentando a capilaridade e reduzindo o tempo total de viagem.

Histórico de cooperação aérea

A relação aérea entre Brasil e Canadá tem raízes formais desde 1986, quando os dois governos assinaram o Acordo de Transporte Aéreo, que entrou em vigor em 1990. Desde então, o acordo passou por diversas atualizações — em 1991, 1994 e 1995 — para ajustar direitos de tráfego, segurança e flexibilização de rotas, acompanhando a evolução do mercado e a demanda crescente entre os países.

Essas revisões permitiram que companhias brasileiras e canadenses ampliassem suas operações ao longo das décadas, abrindo espaço para novas rotas, acordos comerciais e maior liberdade operacional…

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