Em maio de 2026, o tráfego aéreo de passageiros com origem, destino e dentro da América Latina e do Caribe atingiu 38,7 milhões de passageiros, um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, equivalente a 1,02 milhão de passageiros adicionais. O resultado representa uma recuperação em relação a abril, quando o crescimento havia desacelerado para 1%, embora permaneça abaixo do ritmo observado no primeiro trimestre. Assim como nos meses anteriores, o crescimento voltou a se concentrar nos mercados domésticos e intrarregionais, enquanto o tráfego entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe completou três meses consecutivos de contração.

Resumo dos indicadores:
- A capacidade, medida em assentos-quilômetro ofertados (ASK), cresceu 2,6% em relação ao ano anterior.
- A demanda, medida em passageiros-quilômetro pagos (RPK), aumentou 3,2%.
- O fator de ocupação médio atingiu 83,6%, 0,5 ponto percentual acima de maio de 2025.
Tráfego aéreo em maio de 2026: principais resultados:
- O tráfego aéreo regional atingiu 38,7 milhões de passageiros em maio.
- Cresceu 2,7% em relação a maio de 2025, equivalente a 1,02 milhão de passageiros adicionais, recuperando parte do ritmo perdido em abril.
- O crescimento voltou a se concentrar dentro da região.
- O tráfego doméstico aumentou 4,0% e o internacional intrarregional 3,4%, enquanto o extrarregional cresceu apenas 0,1%.
- O tráfego entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe completou três meses consecutivos de contração.
- Em maio, recuou 1,2%, limitando o crescimento do segmento extrarregional.
- O Panamá manteve o maior crescimento entre os principais mercados da região.
- Atingiu 1,95 milhão de passageiros (+15,7%), completando cinco meses consecutivos com crescimentos de dois dígitos.
- O Brasil recuperou parte do impulso perdido em abril, e a Colômbia manteve um crescimento equilibrado.
- O Brasil cresceu 2,5%, enquanto a Colômbia aumentou 5,5%, com crescimento tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
- México e Argentina tiveram comportamentos opostos entre seus mercados doméstico e internacional.
- No México, o crescimento do mercado doméstico (+2,2%) não compensou a queda do internacional (-4,2%). Na Argentina ocorreu o contrário: o tráfego internacional cresceu 8,1%, enquanto o doméstico caiu 12,1%, levando o país a registrar sua primeira contração do ano.
“Apesar de um cenário global mais desafiador, a demanda por transporte aéreo na América Latina e no Caribe continua demonstrando resiliência. Os resultados dos primeiros cinco meses do ano refletem um crescimento sustentado, impulsionado principalmente pelos mercados domésticos e intrarregionais, enquanto a conectividade segue se expandindo com novas rotas. Para manter essa tendência, será fundamental contar com políticas que promovam a competitividade, os investimentos e o desenvolvimento da infraestrutura. Somente assim poderemos continuar fortalecendo a conectividade aérea e aproveitar todo o potencial que a aviação tem para impulsionar o crescimento econômico e social da região”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.
A análise completa, incluindo detalhes por país, mercados internacionais, novas rotas e dados sobre o ambiente de custos — combustível e tráfego aéreo —, está disponível em: Relatório de Tráfego ALTA – maio de 2026
Glossário: RPK (Revenue Passenger Kilometres) — quantidade de passageiros pagantes transportados multiplicada pela distância percorrida | ASK (Available Seat Kilometers) — quantidade de assentos disponíveis para venda multiplicada pela distância percorrida | Fator de Ocupação — obtido dividindo o RPK pelo ASK.
Nota Metodológica: Neste documento, a região da América Latina e do Caribe (LAC) é definida como a soma da América do Sul, América Central, Caribe e México. Essa definição é utilizada de forma consistente em todas as análises de tráfego regional e internacional. Consideram-se voos domésticos aqueles realizados dentro de um mesmo país. O tráfego internacional é classificado em dois grandes segmentos:
- Tráfego internacional intrarregional: voos entre países dentro da LAC (por exemplo, Argentina–Brasil ou México–Colômbia).
- Tráfego internacional extrarregional: voos entre a LAC e outras regiões do mundo (como América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio ou África).