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Para Gol, check-in no celular e máscaras serão a nova rotina
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Para Gol, check-in no celular e máscaras serão a nova rotina

No comando da maior companhia aérea do Brasil em volume de passageiros, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, prevê mudanças duradouras no setor e uma retomada para a companhia em três etapas. A primeira, que deve ser concluída em duas semanas, de acordo com os planos de retomada nos estados, inclui a adoção de cuidados como uso obrigatório de máscaras e medição de temperatura.

O processo deverá ser seguido de protocolos sanitários reforçados, que devem acabar numa terceira fase, ainda sem data para começar, pois depende de vacina ou de tratamentos melhores. Nesta fase, entra o trabalho para retomar o patamar pré-crise dos voos internacionais, um trabalho que o executivo define como “de anos”.

As mudanças também devem alterar a rotina dos passageiros. Segundo Kakinoff, o viajante tende a valorizar mais as soluções que reduzem o contato pessoal:

— Antes da pandemia, 70% dos passageiros da Gol já faziam check-in pelo celular. Daqui pra frente serão mais de 95% — prevê o executivo, que vê espaço para automação do despacho de bagagem, hoje ainda manual para boa parte dos passageiros.

Hoje, para evitar contágio, a Gol deixou de vender os assentos do meio dos aviões. Isso não deve durar.

— Um avião desses não sairia do chão porque a conta não fecha — diz ele, que aposta na modernização na ventilação da cabine para eliminar o vírus.

Por causa da pandemia, a Gol cortou rotas, colocou boa parte dos 16 mil funcionários em férias e implantou medidas para evitar o contato entre passageiros e a tripulação, como a suspensão do serviço de bordo e das televisões touch screen em aviões.

As medidas ajudaram a empresa a enfrentar a turbulência, mas não impediram um tombo de 97% no número de passageiros em abril em relação ao ano passado, segundo a Anac, a agência reguladora do setor.

Kakinoff espera uma retomada dos voos domésticos com uma demanda no nível pré-pandemia já no ano que vem. A previsão, no entanto, dependerá do quanto as autoridades brasileiras conseguirão evitar uma eventual segunda onda de contágio no país.

— Não havendo uma segunda onda de contágio, prevejo crescimento gradual da demanda de voos domésticos a níveis pré-crise até a metade do primeiro semestre de 2021 — diz Kakinoff.

No balanço do primeiro trimestre de 2020, a Gol diz ter R$ 7 bilhões em fontes de crédito à disposição. É uma situação financeira mais confortável que a da concorrente Latam, que na semana passada pediu recuperação judicial nos EUA e no Chile com dívidas acima de US$ 19 bilhões…

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