As companhias aéreas reajustaram suas tarifas nove vezes desde 28 de fevereiro, quando teve início a guerra no Oriente Médio — que provocou uma alta de até 100% no preço do combustível de aviação —, de acordo com o presidente da Azul, Abhi Shah. Ao todo, foram oito reajustes de 10% e um de 15%.
«No ano passado, tivemos apenas três aumentos tarifários. Neste ano, foram nove», disse o executivo nesta quinta-feira, 7, em conferência com analistas do mercado financeiro.
Os reajustes, porém, não significam que o preço da passagem aumentou mais de 160% (como seria esperado se eles incidissem um sobre o outro). As empresas elevam suas tarifas em um dia e observam o comportamento da demanda. Se, no dia seguinte, houver uma queda na compra de passagens, elas vão recuando até atingirem um ponto de equilíbrio. Assim, o aumento médio das tarifas desde o começo da guerra é um pouco superior a 20%.
Apesar da alta no preço das passagens, a demanda continua, diz Shah, especialmente no segmento corporativo e nas compras de última hora feitas por agências de viagem. As tarifas médias reservadas da companhia estão 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado, ainda segundo o executivo.
Ainda que as reservas estejam crescendo, a Azul reduziu sua oferta de capacidade diante do cenário adverso para o setor. No primeiro trimestre deste ano, houve uma queda de 2,7% no ASK (indicador usado pela indústria para mensurar assentos-quilômetros oferecidos).
A projeção inicial da empresa era que a oferta crescesse 1% neste ano…